Reflexões sobre a verdadeira entrega

Que seria a entrega se não esse profundo estado de relaxamento onde já não encontramos forças para fazer nada de diferente do que já está pré-estabelecido pelo próprio movimento da Vida? Quando chega um momento de esgotamento mental e a persona já não pode fazer nada de diferente do que realmente é? Que seria a entrega se não um momento de esvaziamento, de confiança no mistério, do nada saber e ainda assim saber que está tudo bem, mesmo que as coisas não estejam como realmente gostaríamos que fosse.

Porque quando há entrega aprendemos e entendemos que tudo está perfeito. Talvez uma das filhas da entrega seria a aceitação. Aceitar que nem sempre tomamos decisões corretas, nem sempre as coisas acontecem como esperamos mas principalmente, aceitar o que chega, o que vai e tudo aquilo que somos neste aqui e agora. Impossível não falar de entrega sem citar a transição planetária pela qual todos estamos passando.

A entrega, mais do que nunca, faz parte desse momento, onde soltamos o que não somos e deixamos o processo purificatório abarcar todo o nosso Ser. Entregar para Ser e confiar para que a entrega ocorra sem interferência alguma de nós mesmos em relação ao nosso próprio processo. Muitos já entenderam e já vibram numa escala maior, outros ainda precisam de um “empurrãozinho” e outros ainda sentem a dificuldade de viver a profunda entrega.

E o que tanto teríamos que entregar? Os apegos, os medos, os conflitos, o controle, os pensamentos, tudo. Simplesmente entregar e recordar que somos mais que tudo isso, mas que só poderemos ver e perceber quando estivermos totalmente entregues na luz maior que Somos e em comunhão com as Hierarquias maiores que nos esperam.

Fernanda Paz
@fernandaborgespaz

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