Síntese, auto-observação, presença, constância e perseverança. Foi logo ali, no ano de 2016, que chegou em minhas mãos o primeiro livro que tive contacto da série de livros canalizados por Helena Roerich. Era o Hierarquia. A indicação havia sido dada diretamente por Trigueirinho, durante uma palestra na Comunidade de Figueira, localizada na cidade de Carmo da Cachoeira, estado de Minas Gerais, Brasil. Foi preciso três meses de estadia na comunidade para que só nos últimos momentos essas palavras me chegassem à consciência: família Roerich, Agni Yoga, Mestre Morya, Hierarquia. Quando terminou aquela profunda e transformadora palestra, fui rapidamente à Biblioteca da comunidade e ali busquei a série dos famosos “livros azuis” para encontrar justamente aquele que havia sido citado por Trigueirinho. Folear Hierarquia foi como “baixar um download” em meu aspecto consciente de informações que eu já vinha vivendo inconscientemente.
Já fazia pelo menos três anos que eu vinha viajando de mochila pelo Brasil, vendendo artesanatos, vivendo “desapegadamente” depois de romper com uma carreira de dez anos de jornalismo por entender que não fazia mais nenhum sentido fazer parte de um sistema que comunicava falsas verdades às pessoas. Desacreditada e perdida, pensava mesmo que sair viajando por comunidades, grupos espirituais e frequentar inúmeros espaços religiosos poderia aí encontrar respostas para tantas perguntas existenciais. Mas foi justamente nesses “conteúdos de fogo”, ou seja, nos ensinamentos da Agni Yoga que pude compreender que a viagem deveria ser para dentro e não para fora.
A famíia Roerich e toda aquela vibração revelada por um conjunto de informações vindas dos livros da Agni Yoga seguiram e seguem reverberando em meu coração até os tempos atuais. A Agni Yoga, como galhos de uma árvore refresca o viajante que precisa, a cada tanto parar para descansar do exaustivo e profundo caminho do auto-conhecimento, da auto-perfeição. Depois de recuperar suas forças, o viajante adota a benevolência e segue seu caminho sem desviar seus esforços.
Foi exatamente assim que passou comigo quando numa dessas “pausas” entre uma viagem e outra, quando passava pela cidade de Curitiba, não encontrava uma luz para onde deveria seguir. Com uma mochila e algum material de artesanato para vender, havia poucas possibilidades de compreender qual era o próximo passo a seguir, para onde ir, o que deveria fazer. Então, num estado de profunda exaustão, simplesmente entreguei toda a expectativa e medos ao Mestre. Deus? Jesus? Morya? Unidade? Eu creio que todos juntos. Eu só entregava essas incertezas, esses medos. E seguia pintando mandalas, sem nem saber se teria dinheiro para comer naquele mesmo dia. Naquela ocasião eu ainda não havia tido contacto com o livro Hierarquia, mas senti uma presença fortíssima dentro do quarto, como se fosse um grupo de pessoas ao meu redor. Quase que telepaticamente pude visualizar três seres pelo menos. E quase como uma voz algo surgia em minha mente “Eis a Hierarquia”. Essa presença me encheu de paz o coração como que soprando palavras soltas: “Está tudo bem e perfeito. Você está acompanhada e será guiada para onde tem que ir”. Poucas horas depois eu recebia um e-mail com um convite para um trabalho em Brasília, capital federal do Brasil, onde receberia estadia, alimentação, e dias de trabalho com exatamente o que eu tinha muitíssima habilidade até então: comunicação.
Os Mestres da Agni Yoga sempre estiveram presentes em minha vida e eu não sabia. Foi só depois dessa passagem por Figueira em 2016 que eu pude assimilar tudo o que passava. A proteção no caminho, as sincronicidades, as portas abertas, os sinais, o chamado. Hoje, em reverência e gratidão a tantas bençãos invisíveis que recebi, difundo a Agni Yoga como uma humilde estudante que não tem nem 10% do conhecimento que muitos outros estudantes de Agni Yoga já receberam. O fato é que já não me importo nem mesmo pela quantidade de informação que tenho ou já recebi, mas sim pela quantidade de energia que posso e poderei irradiar desde o meu coração a partir da busca silenciosa pelos ensinamentos que iluminam, esclarecem e ajustam os passos.
Ser estudante de Agni Yoga hoje é ser parte de quem sou. Um Agni Iogue, primeiramente, aplica os conselhos da própria Vida e se esforça para viver constantemente no Aqui e Agora em profunda e serena expectação. O Agni Iogue não se preocupa com posturas físicas, nem com títulos, mas sim com a auto-perfeição que busca constantemente onde apenas o Mestre interior pode fazer o verdadeiro julgamento colocando a nossa consciência em profunda reverência, gratidão e paz. Uma paz que chega como resultado de grandes e diários esforços, mas que se praticam com alegria porque já se compreendeu que a Agni Yoga é um Yoga para o futuro. Sendo assim, um estudante de Agni Yoga é um semeador comprometido com a Nova Terra, onde talvez nem ele mesmo desfrute nessa existência, mas que com certeza poderá terminar esse pequeno caminho dentro da eternidade tranquilos de que pode contribuir com uma humanidade regenerada, plena, iluminada e feliz.
Fernanda Paz
fernandaborgespaz@gmail.com
* Interessados em conhecer a série de livros Agni Yoga podem acessar gratuitamente todos os livros pelo site: www.agniyoga.org
