Cada ser humano é um campo frequencial. O mundo particular de uma pessoa é composto por realidades que somente esse Ser e a Vida em si mesma pode dar a conhecer ou compreender seus mecanismos. Sendo assim, quando um ser humano acessa o campo de outro ser humano, em especial no compartilhar uma vida íntima, há ai muito ruído. Algumas vezes o ruído surge com o objetivo de frutificar algo de novo para aquela pessoa, outras vezes são ruídos destrutivos que drenam a energia vital do Ser.
Em tempos de transição planetária onde estamos todos passando por profundas transformações, é muito importante estar atento aos campos que cada um de nós temos acessado e nos permitido acessar.
Um relacionamento amoroso por exemplo é uma avalanche de processos que aceleram passos para o auto conhecimento, mas também pode ser uma grande armadilha para aqueles que não se atentarem aos sinais por onde há drenagem de Vida.
O ser humano precisa amadurecer definitivamente e fazer-se valer de uma maturidade suficiente para não se permitir mais viver como crianças pedindo e implorando a Deus e a todos os seres uma ajuda por falhas cometidas por ele mesmo.
Acessar o campo, ou seja, a vida íntima de alguém, gera consequências importantes, ainda mais se esse acesso for feito sem responsabilidade e maturidade. Estar em contato direto com outro ser e compartilhar espaços profundos de nós mesmos, demanda um desgaste energético se não houver uma compreensão da sacralidade dos encontros e o auto respeito pelo movimento natural da Vida que gera encontros por motivos particulares mas não por casualidade.
Em resumo, nesses tempos em que olham a vida como algo banal e superficial, o ser humano precisa cada vez mais compreender a importância de se colocar no lugar em que lhe corresponde. Uma boa maneira é perguntando: “sou maduro suficiente para encarar uma relação com responsabilidade?”; “posso sustentar momentos de dificuldades ou busco apenas disfrutar de momentos de alegria e prazer?”; quero alguém ao meu lado para compartilhar minha Vida ou para subtrair desta relação apenas o que me convém?
Amadurecimento é a palavra para nós seres humanos que ainda temos insistido em viver no “jardim de infância espiritual” sem a maturidade suficiente de compreender a importância e a sacralidade do outro em nossas vidas.
Busquemos respeitar os campos. Procuremos compreender que nada na Vida passa por acaso e que os encontros acontecem para aprendermos a valorizar ainda mais a beleza da Vida. Se é algo que colabora com um desenvolvimento maduro e fortalecimento de propósitos, baseado na verdade e na transparência, que assim seja. Se são encontros onde as promessas cumprem um papel de destaque sem a força para suportar os momentos das tormentas e apenas estar ali para os momentos “felizes”, talvez esse encontro sirva apenas para tirar a nossa atenção daquilo de mais valioso que todo o ser humano possui nesta Terra: a sua própria vida e a sua própria história, que deve ser honrada, respeitada e amada, de maneira profunda, real e sincera.
Que todos os seres possam respeitar cada vez mais as vidas alheias e que passem a ver no outro uma centelha Divina que é, compreendendo os jogos do ego simplesmente como algo que vai sempre querer ser o protagonista de encontros álmicos, kármicos, etc. Limpemos nossos campos e que possamos oferecer o melhor sempre. E se o nosso melhor ainda não for o suficiente, que já não haja mais encontros, mas sim a certeza de que o próprio campo procurou exalar cada vez mais amor e paz.
Fernanda Paz
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